Boulos ataca Bolsonaro e promete plebiscito ao ser confirmado pelo PSOL

O anúncio foi realizado durante uma conferência eleitoral da sigla em São Paulo.

O presidenciável do PSOL ainda afirmou que não aceitará doações de bancos e grandes empresas, criticando um Estado brasileiro que é um "Robin Hood ao contrário", beneficiando banqueiros e magnatas, em detrimento da população mais humilde. Tanto Plininho quanto Hamilton defenderam a realização de prévias, mas em conferência em dezembro os representantes do partido optaram pela realização de uma conferência nacional para definir o candidato. Mas o PSOL marcha unido, a partir de amanhã, em defesa dessa chapa. É a chapa de todo o PSOL e tem confiança da militância - afirmou.

- Boulos teve uma vitória que não leva o partido.

No discurso, Boulos enfatizou que terá entre suas bandeiras o fim da estratégia de conciliação de classes na política e o combate à direita.

Boulos, que antes de se filiar ao PSOL defendeu candidato único da esquerda, disse que a fragmentação de candidatos não exclui a união em torno de pautas comuns.

- Entendo a fala de Lula como uma força de expressão.


Em entrevista coletiva, após a escolha do seu nome, o líder do MTST afirmou que, caso seja eleito, sua primeira proposta é perguntar à população, por meio de um plebiscito, se querem revogar ou manter as medidas do governo de Temer, citando o teto de gastos públicos. Com 35 anos, Boulos é o pré-candidato mais jovem da história política do país.

- Nem sequer a ditadura militar, em 21 anos, mexeu na CLT. Não há no mundo precedente como a Emenda Constitucional 95, que congela investimentos sociais por 20 anos; nem os maiores 'apologetas' do neoliberalismo fizeram isso.

Boulos afirmou que sua plataforma de campanha colocará o dedo na ferida. "Nem Margareth Thatcher, nem (Augusto) Pinochet, nem Carlos Menem, nem Fujimori, ninguém ousou algo tão drástico, grave e brutal como foi feito com essa emenda", afirmou. Falou isso a exemplo de Joesley Batista, empresário da holding J&F solto nesta sexta-feira, que recebeu "R$ 100 milhões em distribuição de lucros e dividendos e pagou só R$ 300 mil de imposto, menos de 1%, enquanto a pessoa de baixa renda paga 12%, 15% ou mais".

Cogitado como um dos possíveis herdeiros dos votos de Lula caso o petista fique inelegível, Boulos criticou o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), - um dos candidatos para a disputa presidencial de 2018 - ao dizer que "ele não pode ser tratado como concorrente, e sim como criminoso".

A recente trajetória do líder do MTST dentro do PSOL foi carregada de polêmicas, principalmente devido ao apoio declarado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em vídeo que foi exibido durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Boulos, no último sábado (3).

- O Bolsonaro será derrotado pelo povo braileiro.


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