Suécia quer ajudar nas negociações entre Coreia do Norte e Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado, 10, que acredita que a Coreia do Norte vai cumprir sua promessa de suspender os testes de mísseis, enquanto ele se prepara para uma cúpula, provavelmente em maio, com o líder do país, Kim Jong Un. O lugar e a data específica da reunião ainda não foram determinados.

Assim que o Presidente norte-americano soube que Kim Jong-un estava "ansioso" por se encontrar com ele, a decisão foi imediata: Chung Eui-yong tinha de se preparar rapidamente porque iria ser ele a anunciar que o Presidente dos Estados Unidos estava disposto a aceitar o convite.

O convite da Coreia do Norte foi feito por meio de uma carta entregue pelo conselheiro sul-coreano em visita à Casa Branca na última 5ª feira (8.mar.2018).

"Uma reunião está sendo planejada", postou Trump no Twitter depois de conversar com Chung, preparando o que seria sua maior aposta de política externa desde que tomou posse em janeiro de 2017. Durante a reunião, Kim informou sua disposição de renunciar ao programa de armas nucleares em troca de garantias internacionais a sua segurança.

"Não há mudanças na política para Japão e Estados Unidos", afirmou.


Mas o ministro da Defesa, Itsunori Onodera, disse que a Coreia do Norte precisa abandonar seu programa nuclear para que as negociações propostas em maio obtenham algum significado.

Nenhum presidente americano se sentou ao lado de um líder norte-coreano para dialogar - o que faria de um encontro entre Trump e Kim Jong-un um marco inédito.

Vamos continuar exercendo uma pressão máxima (sobre Pyongyang) até que a Coreia do Norte adote ações concretas para uma desnuclearização de uma forma que seja perfeita, verificável e irreversível.

Para a Rússia, a reunião é "um passo em uma boa direção" e "necessária para normalizar a situação", afirmou seu chanceler, Sergei Lavrov, que também expressou satisfação pelo encontro que será mantido pelos dirigentes das duas Coreias no final de abril.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse esperar, por sua vez, que o encontro bilateral leve a avanços concretos na temática nuclear.


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