Estilista Hubert de Givenchy morre aos 91 anos

Lenda da alta-costura, o estilista francês Hubert de Givenchy morreu aos 91 anos, depois de marcar o mundo da moda por meio século pela elegância de suas roupas e seus tubinhos pretos.

Givenchy morreu no sábado, mas a notícia só foi avançada esta segunda-feira por Philippe Venet, companheiro do ícone da moda e da alta costura. "O funeral será realizado na mais estrita intimidade", afirma o comunicado.

É dele o vestido preto que Audrey Hepburn usou em "Bonequinha de Luxo".

Givenchy definiu a elegância feminina nas décadas de 50 e 60, e o seu estilo restritivo ainda define o vestuário da rainha Elizabeth II e das socialites americanas e chinesas mais antigas. "Mais do que um estilista, ele é um criador de personalidade", dizia a atriz a respeito daquele que a vestia na vida e no cinema.

Numa visita oficial à França no ano seguinte, Jackie Kennedy fez uma famosa entrada principal num vestido de seda de seda branca Givenchy por ocasião de um jantar no Palácio de Versalhes, que parecia tão real quanto qualquer consorte de um monarca europeu. O avô tinha uma fábrica de tapetes e o seu interesse pela moda começou quando tinha 10 anos. Sete anos depois, abriu sua casa de moda, estimulado pelo exemplo de Christian Dior, e estabeleceu-se como o couturier do "casual chic".

Seu encontro em 1953 com Balenciaga, seu "mestre", foi decisivo. Sua eterna influência e forma de fazer estilo reverbera até este dia. Hubert desenvolveu muitas peças para Audrey.

O último desfile foi em 1995 e, depois da sua saída, a Casa continuou com outros criadores: John Galliano, Alexander McQueen, Julien McDonald, Riccardo Tisci e Clare Waight Keller, que foi nomeado diretora criativa depois da saída de Tisci. Tanto pelos seus vestidos de gala, como pelos seus trajes diários, Hubert de Givenchy soube reunir duas qualidades raras: "ser inovador e atemporal", disse Bernard Arnault, presidente da LVMH, grupo ao qual a maison Givenchy foi vendida em 1988.


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