Farmácias vão ter testes do VIH e da Hepatite B e C

A experiência internacional, sublinha ainda o despacho assinado pelo Ministério da Saúde, "comprova a importância do envolvimento das farmácias comunitárias na deteção precoce destas infeções, desempenhando um relevante papel no atendimento personalizado e aconselhamento diferenciado aos cidadãos no âmbito da literacia em saúde, da deteção precoce de fatores de risco e da prevenção da doença".

Este é o argumento usado pelo Governo no despacho publicado esta segunda-feira, em Diário da República, que autoriza as farmácias portuguesas a realizarem testes rápidos para detetar infeções por VIH e hepatites (B e C), sem ser necessária uma receita médica.

Quem quiser poderá picar o dedo, recolher três gotas de sangue e fazer o teste.

Os preços dos testes não são ainda conhecidos - mas em Espanha, por exemplo, custam entre 25 e 30 euros.

Este tipo de testes já está disponível desde há anos nos hospitais e centros de saúde, em centros de aconselhamento de detecção precoce da infecção VIH/sida (CAD), nos centros de respostas integradas para comportamentos aditivos e dependências (CRI) e em diversas organizações de base comunitária, onde são gratuitos.


A diretora dos programas nacionais para a infeção VIH/sida e hepatites virais da Direção-Geral da Saúde (DGS), a médica Isabel Aldir, acredita que o mais importante é "diversificar as formas de as pessoas acederem aos testes".

A vantagem é que, com este modelo que envolve as farmácias e os laboratórios, existe a garantia de que o farmacêutico ou outro profissional de saúde comunica o resultado e encaminha a pessoa para cuidados médicos, enfatiza Isabel Aldir. "Estes testes serão efetuados em condições de privacidade, num gabinete, os resultados serão transmitidos ali e a ocasião será aproveitada para fornecer informação adicional", explica ainda a bastonária Paula Martins.

Agora será o Infarmed a fixar o preço e a detalhar como é que estes testes vão ser realizados em farmácias e laboratórios de análises clínicas.

Em 2016, fizeram-se 468.301 testes de rastreio de VIH, 203.836 dos quais nas instituições hospitalares e 235.900 em entidades convencionadas.


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