'Se UE não retirar tarifas, taxaremos carros deles', diz Trump

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, conversou nesta sexta-feira por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu que o líder americano isente seu país das tarifas aduaneiras sobre o aço e alumínio, informou o governo em nota.

O presidente americano assinou hoje a imposição de tarifas às importações de aço (de 25%) e alumínio (10%), das quais os únicos países isentos, por enquanto, são México e Canadá.

O Brasil, que depois do Canadá é o maior fornecedor de aço para o mercado norte-americano, prepara recursos a dois órgãos do governo dos Estados Unidos, conforme o ministério.

O Japão afirmou que as medidas terão um "grave impacto" na economia global.

"Trump se comprometeu a avaliar o pedido para que a Argentina seja excluída de qualquer medida restritiva que afete as exportações de aço e alumínio para os Estados Unidos", disse o comunicado da Presidência. Caso isso não ocorra, a UE ameaçou aplicar tarifas de retaliação em produtos dos EUA.

No mesmo dia, o representante do bloco europeu no Brasil, o português João Gomes Cravinho, disse que a UE quer concertar com aquele país e a Austrália uma resposta conjunta ao aumento das tarifas.

"A União Europeia, países maravilhosos que tratam muito mal os Estados Unidos no comércio, queixam-se dos impostos sobre o aço e o alumínio".

A UE manifestou que não fará concessões comerciais nem de outro tipo para conseguir uma isenção e advertiu que, se as tarifas forem adiante, está pronta para responder em menos de 90 dias com suas próprias tarifas e salvaguardas e um recurso na Organização Mundial do Comércio (OMC). "Se não, taxamos as viaturas, etc. Justiça!", escreveu o presidente na rede social Twitter.


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