UE, Japão e EUA discutem tarifas sobre importações

"Temos sérias dúvidas sobre esta justificação", acrescentou Malmstrom, salientando que não percebe como a União Europeia "amiga e aliada na NATO, pode ser uma ameaça para a segurança" dos EUA.

Antes de desencadear esta batalha comercial, que já provoca repercussões em todo o planeta, Trump pesou os prós e contras, afirmou neste domingo Raj Shah, porta-voz da Casa Branca.

"A União Europeia, países maravilhosos que tratam muito mal os Estados Unidos no comércio, queixam-se dos impostos sobre o aço e o alumínio".

Simplesmente quer acesso a mercados estrangeiros e isso é o que vai obter, completou.

Vários países já vieram criticar a decisão de Donald Trump, alertando para as consequências para o comércio internacional.

Aço, vestuário, calçado, motas, maquilhagem, conhaque, barcos e artigos de manicure e pedicure são alguns dos produtos que podem ser incluídos nas taxas alfandegárias propostas por Bruxelas, segundo a mesma agência. Então, depois eles dizem: Queremos o fim destas tarifas, completou.

"Se eles baixarem suas horríveis barreiras e tarifas sobre os produtos americanos que entram (no bloco), nós também baixaremos as nossas".

Se forem confirmadas as tarifas para o aço e para o alumínio, os europeus já preparam uma estratégia de resposta, que passa por aumentar a tributação aduaneira sobre emblemáticos produtos americanos, assim como pela adoção de medidas de salvaguarda para proteger a indústria siderúrgica europeia.

As tarifas anunciadas por Trump são de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio.

Malmström disse que as negociações continuariam na semana que vem, depois de que diálogos com o representante americano do Comércio, Robert Lighthizer, não indicaram uma saída clara para a situação, que muitos temem que leve a uma guerra comercial.

Citando pesquisadores chineses, Zhong disse que os EUA estão exagerando seu déficit comercial com a China em cerca de 20% a cada ano.


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