Diretor da Polícia Especializada do Rio é preso pela Lava Jato

São cinco prisões preventivas e nove temporárias autorizadas pela Justiça Federal do Rio.

O delegado Marcelo Martins, atual Diretor Geral de Polícia Especializada, chega na sede da Polícia Federal na Região Portuária do Rio, após ser preso na Operação 'Pão Nosso', alusão ao esquema de superfaturamento e fraude no fornecimento de pães para presidiários. Também estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão. Uma inspeção do Tribunal de Contas do Estado identificou que o esquema criminoso prosseguiu, já que a organização utilizava a estrutura do sistema prisional e a mão de obra dos detentos para fornecer alimentação acima dos preços de mercado. Estima-se que o dano causado à Seap seja de R$ 23,4 milhões.

Outro alvo é o empresário Carlos Felipe Paiva, apontado como o nome por trás da organização social que tinha contrato com o governo estadual. Um dos operadores financeiros de Sérgio Cabral revelou, em colaboração premiada, que parte da propina recebida na SEAP era repassada ao ex-governador, mas sem a definição de porcentual fixo como identificado em outras secretarias já investigadas. O sócio de César Rubens na Precisão é Marcos Lips, apontado como responsável pela entrega de dinheiro em espécie ao núcleo central da organização criminosa que operava no estado do Rio de Janeiro na gestão de Sérgio Cabral.

Já na Intermundos, o sócio de César Rubens é Carlos Mateus Martins, que por sua vez é sócio de seu filho, Marcelo Luiz Santos Martins, na empresa Finder Executive Consulting Assessoria. Delator da Lava Jato, Carlos Miranda narrou que havia um acordo com César Rubens Monteiro de Carvalho. É, assim, plausível que parte do dinheiro recebido do Estado do Rio de Janeiro tenha sido remetido para o exterior, utilizando a estrutura de empresas utilizadas por Carlos Paiva e Sérgio Pinto. O Ministério Público Federal (MPF) aponta o desvio de R$ 73 milhões dos cofres públicos.

Em dezembro de 2014, O DIA noticiou que o oficial da PM, desde que sentou na cadeira de secretário, fez seu patrimônio pessoal multiplicar por dez e dividia o tempo entre a Seap e seus afazeres particulares: era sócio de duas empresas privadas e mantinha atividade remunerada extra como consultor no Estaleiro Mac Laren Oil. A Operação Pão Nosso, um desdobramento da Lava Jato, prendeu, até o momento, pelo menos sete pessoas, entre elas o delegado da Polícia Civil Marcelo Luiz Santos Martins e o ex-secretário de Administração Penitenciária (Seap), coronel César Rubens de Carvalho.

Além da PF, atuam na operação agentes do Ministério Público Federal e também o Ministério Público Estadual que investigam, respectivamente, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção, além de peculato (se apropriar do dinheiro público) e fraude de licitação.


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