Eleitor brasileiro prefere candidato de família pobre e que acredite em Deus

Ainda de acordo com o levantamento "Perspectivas para as Eleições de 2018", o tema "moralização administrativa, com combate à corrupção e punição dos corruptos, aparece em segundo lugar, com 32% das preferências". Um contingente menor de pessoas acredita que, entre as três opções apresentadas, a prioridade deve ser a estabilização da economia, com queda definitiva do custo de vida e do desemprego (21%).

Apesar de desejarem que o foco do próximo presidente esteja nas questões sociais, 92% das pessoas defendem que é importante ou muito importante que o candidato também defenda o controle dos gastos públicos.

Na sequência dos atributos pessoais, aparecem "nunca ter se envolvido em casos de corrupção", com 84% de apontamentos, "transmitir confiança", com 82%, "ter pulso firme, ser decidido", com 78%, "ser sério, ter postura de presidente", com 76%, e "ser corajoso", com 73%. No entanto, 64% concordam com a afirmação de que o partido do candidato à presidência é importante.

A maior parte dos brasileiros (52%) afirma que prefere candidatos de família pobre. Entre os brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo, 48% avaliam que a prioridade do novo presidente deve ser mudanças sociais, percentual que cai com o aumento da renda e passa a 39% dos que possuem renda familiar de mais de cinco salários mínimos.

A mesma pesquisa revelou que para apenas 29% dos entrevistados é muito importante que o candidato seja da mesma religião que eles.

Ter experiência como prefeito ou governador é relevante para a maioria do eleitorado. Atuações como prefeito ou governador também têm grande peso na escolha dos brasileiros: 72% concordam que devem estar na experiência profissional do presidenciável.


Do ponto de vista da formação e das características profissionais dos candidatos, 89% dos eleitores consideram muito importante "conhecer os problemas do país".

Somente quatro partidos tiveram mais de 1% de votos. Logo depois estão o MDB (7%) e o PSDB (6%). Para 8%, isso é indiferente e 38% discordam em parte ou totalmente.

Na pesquisa, 44% dos entrevistados se disseram pessimistas; 22% afirmaram não estar nem pessimistas nem otimistas; outros 20% se mostraram otimistas; e 13% não souberam ou não quiseram opinar. Já os outros 19% citaram a perda de confiança no governo e em candidatos; 16% mencionaram a falta de opções entre os pré-candidatos; e 11% alegaram o fato de serem os mesmos candidatos, sem possibilidade de renovação ou mudança.

A corrupção e a falta de confiança nos candidatos afetaram os eleitores. Questionados sobre votar em um candidato acusado de ser corrupto, mas que tenha o mesmo alinhamento ideológico que os brasileiros, 79% dos entrevistados discordaram.

Já os que estão otimistas esperam mudança (32%), têm esperança no voto e na participação popular (19%) ou têm um sentimento de melhorias em geral (11%). A margem de erro estimada do levantamento é de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.


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