Gabriel Cruz morreu estrangulado no dia em que desapareceu

A namorada do pai de Gabriel, menino desaparecido em Almería, em fevereiro, e que foi encontrado morto na mala do carro daquela, a 11 de março, já tinha sido detida por suspeitas de homicídio do menino.

A polícia iniciou esta nova investigação no domingo, depois de receber um telefonema de uma mulher que afirmou que Ana Julia cuidou de uma menina durante os anos que viveu em Burgos.

A polícia, contudo, descobriu agora que a menina era afinal sua filha, fruto de um relacionamento no seu país de origem. E Ana Julia Quezada, de 35 anos, é a principal suspeita da morte do rapaz.

Patrícia Ramírez, mãe do menino, pediu nesta segunda que "em memória do peixinho", apelido pelo qual Gabriel era conhecido, "não se propague a raiva, que não se fale mais dessa mulher", em referência às menções feitas a Quezada. Ela foi presa a cerca de 60 quilômetros de onde a criança desapareceu. Terá tido entretanto uma outra filha que, agora com cerca de 20 anos, continua a viver em Burgos.

Quando foi detida, Ana Julia explicou à polícia que transportava o cadáver com medo que alguém o encontrasse no poço onde ele estaria escondido.


Gabriel estava desaparecido desde 27 de fevereiro e cerca de 2.600 voluntários e quase 1.500 profissionais participavam das buscas. A avó ficou à porta de sua casa e viu a criança a percorrer pelo menos 80 metros do caminho, a distância máxima a que o conseguia ver. Nesse dia, Gabriel saiu da casa da sua avó paterna, Carmen, em Las Hortichuelas, uma pequena aldeia no município de Níjar, para ir à casa dos primos.

A noiva do pai, Ana Julia, teria encontrado uma camisa do menino.

Entretanto o cantor David Bisbal mostrou um ajuntamento de pessoas de Almería em homenagem ao menino.

O corpo de Gabriel está sendo examinado no Instituto de Medicina Legal de Almería. "Vai-se fazer justiça", escreveu no vídeo, partilhado depois da detenção de Ana Julia Quezada, no domingo.


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