Professores em greve a partir de amanhã

Os sindicatos de professores decidiram esta segunda-feira manter a greve com início marcado para terça-feira, depois de permanecer inalterado o desacordo com o Governo sobre o tempo de serviço dos professores que deve ser descongelado.

Francisco Oliveira reconhece que devido a esta questão haverá professores a equacionarem a adesão à greve, mas recordou que numa assembleia geral do SPM, 85% disseram sim, 5% não e 15% abstiveram-se.

A greve é convocada pelas 10 estruturas sindicais de professores que assinaram a declaração de compromisso com o Governo, entre as quais as duas federações - Federação Nacional de Educação (FNE) e Federação Nacional dos Professores (Fenprof) - e oito organizações mais pequenos: ASPL, Pró-Ordem, SEPLEU, SINAPE, SINDEP, SIPE, SIPPEB E SPLIU. "Passados três meses, em relação ao reposicionamento na carreira a proposta da tutela continua longe de respeitar o princípio da não discriminação dos docentes abrangidos em relação aos seus colegas que ingressaram antes do congelamento". O chefe do executivo estadual, Wellington Dias (PT), alega impossibilidade de aplicar o reajuste salarial reivindicado pela classe e apresentou uma proposta para um acréscimo no auxílio-alimentação. [.] O Governo não pode ignorar, não pode fazer desaparecer esse tempo.


A presidente do Sinte disse que a proposta do governo não atende à necessidade dos professores. Na quinta-feira é a vez da paralisação dos professores de Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Guarda e Castelo Branco.

A greve arranca a 13 de março, terça-feira, na região da grande Lisboa (Lisboa, Setúbal e Santarém) e região autónoma da Madeira e termina a 16 de março, sexta-feira, dia em que os professores paralisam na região norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) e na região autónoma dos Açores.


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