Trump proíbe venda da Qualcomm à Broadcom

As ações da Qualcomm desceram 5%, enquanto as da Broadcom subiram ligeiramente, depois desta decisão de Trump.

Uma fusão entre Broadcom e Qualcomm produziria o terceiro maior fabricante mundial de microprocessadores, atrás da líder Intel e do grupo sul-coreano Samsung.

Em novembro, a Broadcom fez uma proposta de US$ 103 bilhões para comprar a Qualcomm, que foi rejeitada pela empresa americana.

A fusão, que seria uma das maiores já realizadas neste setor, estava suspensa desde que o Comité de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS) - agência liderada pelo Tesouro norte-americano e que analisa as implicações ao nível da segurança nacional da aquisição de empresas nacionais por empresas estrangeiras - decidiu examiná-la.


A negociação está ocorrendo há alguns meses, sempre com respostas negativas da Qualcomm, que exige mais dinheiro pela transação. A oferta mais recente apresentada pela Broadcom envolvia US$ 146 bilhões; desse total, US$ 121 bilhões seriam para tomar o controle da Qualcomm e US$ 25 bilhões são referentes a uma dívida que seria assumida pela asiática. Isso inclui até mesmo a aquisição hostil, levando o tema aos acionistas para tentar substituir os membros do conselho da Qualcomm por pessoas favoráveis ao negócio.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, adota uma série de medidas protecionistas.

A gigante de microprocessadores Broadcom, atualmente sediada em Singapura, anunciou que vai migrar sua sede para os Estados Unidos em abril. Isso também não afeta a decisão de Trump, que determina as duas empresas "deverão abandonar permanentemente a proposta de aquisição", a menos que queiram levar o caso aos tribunais.


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