Sobretaxas de aço ao Brasil são suspensas pelos EUA

Presidente brasileiro afirmou que governo norte-americano se comprometeu a discutir eventual exceção à cobrança de sobretaxa nas importações de aço e alumínio.

"Em sua fala hoje pela manhã, amplamente divulgada pela imprensa internacional, Lighthizer disse que a administração do presidente Donald Trump avalia a não aplicação das sobretaxas às importações de produtos siderúrgicos e de alumínio, durante o período de contatos bilaterais com determinados países, inclusive o Brasil", diz o texto.

Lyra também alertou o presidente sobre o risco que a indústria brasileira sofre com a medida norte-americana. "As novas tarifas - mensagem da Casa Branca - não se aplicarão enquanto estivermos conversando sobre o tema, uma boa notícia", declarou Temer.

O presidente Michel Temer já havia adiantado essa informação em uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), na última quarta-feira, 21.

Malmstroem avaliou que toda a União Europeia deveria ficar isenta.


Canadá e México - Em seu depoimento, Robert Lighthizer confirmou que o Canadá e o México, parceiros dos EUA no Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta, na sigla em inglês), podem ser excluídos das tarifas. "Vamos atualizar os números (tarifas) quando ficar clara a extensão das exclusões de produtos ou países, ao vamos apresentar ao presidente as consequências dessas exclusões para a indústria de aço e alumínio e ele vai decidir se vale a pena impor tarifas adicionais nos países e produtos que ficarem fora a isenção definitiva", disse Ross.

Lighthizer então citou Canadá e México, Europa, Austrália, Argentina, Brasil e Coreia do Sul. Ross negou que as tarifas terão impacto negativo para o consumidor americano, porque levarão a aumento dos preços finais dos produtos que usam aço e alumínio importado. Até legisladores do próprio partido de Trump, assim como grupos empresariais americanos, disseram que essas medidas expõem os Estados Unidos a preços mais altos e represálias comerciais. Caso não haja um acordo sobre o tema, há a possibilidade de que as tarifas voltem a ser impostas ao Brasil e aos outros países.

Estudo realizado pela Camex indica que, caso a tarifa americana de 25% sobre o aço entre em vigor, o Brasil pode perder cerca de US$ 1,3 bilhão em exportações por ano. Os EUA são os maiores consumidores do aço brasileiro, com importação anual de US$ 2,6 bilhão.

"Tomámos nota que os carregamentos de aço e alumínio da União Europeia receberam uma isenção temporária a tais medidas e pedimos para que essa isenção seja permanente", acrescenta o documento.


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