Cambridge Analytica tem parceria suspensa no País

Uma antiga trabalhadora da Cambridge Analytica, Brittany Kaiser, revelou ontem em entrevista ao "The Guardian" que a empresa manteve contatos com a campanha favorável ao "brexit", respaldada pelo empresário britânico Arron Banks, doador do eurófobo Partido pela Independência do Reino Unido (UKIP).

A Information Commissionners Office (ICO) foi autorizada a realizar a batida por um juiz da Alta Corte de Londres para analisar os servidores da Cambridge Analytica e efetuar uma verificação de dados.

O regulador argumenta que desde 7 de março que solicita à Cambridge Analytica permissão para aceder aos seus registos, mas não obteve resposta dentro dos prazos definidos. "Vamos agora recolher informação, avaliar e examinar os elementos de prova antes de tirarmos conclusões", disse o mesmo porta-voz.

"Queremos saber se o Facebook garantiu ou não a segurança dos dados pessoais dos utilizadores da plataforma, se agiu firmemente quando descobriu que os dados foram violados e se os utilizadores em causa foram ou não informados", afirmou Elizabeth Denham à BBC Radio.


Dezoito agentes da ICO vasculharam na noite desta sexta-feira a sede da Cambridge Analytica. Num comunicado, Tayler diz que foram feitas verificações em 2015 que demonstram que a informação vinha do Facebook foi apagada, mas que está agora a ser conduzida uma auditoria, realizada por uma entidade independente, para verificar a situação.

O escândalo também arranhou a imagem do Facebook, que foi chamado a prestar esclarecimentos sobre sua política de privacidade em diversos países, como Reino Unido, Estados Unidos e Itália.

A empresa de consultoria política está no centro de uma polêmica nesta semana, depois que um delator disse que a companhia havia contratado um acadêmico para coletar dados de 50 milhões de usuários do Facebook para montar perfis dos eleitores norte-americanos antes da eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos.


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