ONG garante que motim em prisão venezuelana provocou pelo menos 78 mortos

Os detentos atearam fogo a colchões e tomaram a arma de um agente, segundo a ONG.

Desta 65 mortes, 37 ocorreram em 16 de agosto em uma ação policial após uma rebelião em uma cadeia de Puerto Ayacucho, no sudoeste venezuelano.

Um incêndio em uma penitenciária do norte da Venezuela deixou ao menos 68 mortos na última quarta-feira, inlcuindo duas visitantes. Saab não informou como o fogo teve início, mas a ONG Uma Janela à Liberdade - que defende os direitos dos presos - afirma que tudo começou durante uma rebelião.

Carlos Nieto, diretor da ONG, havia informado um balanço de 78 mortos, acrescentando que "alguns morreram queimados e outros, intoxicados".

De acordo com denúncias de parentes dos detentos nos arredores da delegacia de polícia, eles morreram por asfixia e queimaduras.


A cadeia estava superlotada. O episódio gerou indignação e queixas em relação à sobrelotação e à falta de condições nos estabelecimentos prisionais venezuelanos. Segundo Nieto, essa situação "não é um caso isolado" e se repete em várias cadeias da Venezuela.

Com população carcerária três vezes maior que a capacidade, a Venezuela usa prisões temporárias como locais de reclusão permanente. A detenção numa cadeia não pode ultrapassar 48 horas.

O Procurador-Geral da Venezuela, Tarek Saab, confirmou 68 mortes e disse que quatro promotores foram nomeados para esclarecer o caso, que ele chamou de "suposto incêndio".

As forças de segurança dispersaram, com gás lacrimogêneo, dezenas de familiares dos detidos que se concentraram nas proximidades do cárcere, à procura de informações sobre os presos, e haviam tentado, com pedras, romper um cordão policial que os impedia de entrar na prisão.


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