Caravana, violência e Lula — Estrada sem saída

No Twitter, o presidente defendeu "pacificar o país". De acordo com o governador paulista, é papel das autoridades apurar e punir os tiros contra a caravana do PT. "E é papel de homens públicos pregar a paz e a união entre os brasileiros".

Nesta quarta-feira, Lula estará em Curitiba, onde vai encerrar sua caravana pelo Sul. "O país está cansado da divisão e da convocação ao conflito", apontou. Por outro lado, disse Meirelles, é necessário que se faça a reforma da Previdência porque com ela o governo não precisará mais tomar dinheiro emprestado para pagar aposentadorias, o que vai reduzir a dívida pública. "Agora, devo dizer também que na verdade essa onda de violência não foi pregada talvez por esses que tomaram essa providência".

Presidente da Câmara e pré-candidato à presidência pelo DEM, Rodrigo Maia também se manifestou. "Não apenas o ataque a tiros contra o ônibus, que foi o ponto final de alguns dias de absurdos, uma tentativa de inviabilizar a mobilização do ex-presidente", declarou.

Também nesta terça-feira, o ministro Nelson Fachin denunciou ter sofrido ameaças contra a sua vida.

"O ataque criminoso à caravana do ex-presidente Lula é absurdo e deve ser investigado com rigor", escreveu Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT.


Por sua vez, o também presidenciável Guilherme Boulos (Psol) preferiu usar o Twitter. E repito a pergunta: "quem matou Marielle?", disse. Enquanto discursava, manifestantes contrários ao petista batiam panelas nos prédios em volta do palanque. Toda solidariedade a Lula contra as agressões.

"Quatro tiros contra a caravana de Lula". "É tudo mentira. Está na cara que alguém deles deu os tiros".

Espera-se que, até terça-feira, pelo menos 11 ministros deixem os seus cargos, incluindo o das Finanças, Henrique Meirelles, que anunciou esta semana a sua filiação no Movimento Democrático Brasileiro (MBD). "O que aconteceu ontem no Paraná foi um atentado contra a liberdade de expressão de um líder político e isso é inadmissível numa democracia", disse.

A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede) "repudiou" os ataques a Lula e as ameaças ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Os deputados cobraram que o atentado contra a caravana seja investigado por forças federais e pela Procuradoria-Geral da República por entenderem que há uma escalada de violência contra setores políticos motivada pela polarização do cenário político.


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