Leilão de blocos em terra termina sem ofertas

Três dos oito blocos ofertados no setor SS-AUP 1, da Bacia de Santos, foram arrematados na 15ª Rodada de licitação de blocos de petróleo e gás, promovida nesta quinta-feira (29). Localizadas na Bacia de Santos, eram as áreas mais valiosas, com lance mínimo somado de R$ 3,55 bilhões. No total, 22 blocos foram arrematados, com 1 total de R$ 8 bilhões de bônus e ágio de 621%.

O Consórcio ExxonMobil e QPI Brasil arrematou o bloco S-M-536, por R$ 165 milhões, e o S-M-647, por R$ 165 milhões. Petrobras, ExxonMobil, Statoil Brasil, Shell Brasil e Repsol e Chevron Brazil foram as que levaram os blocos ofertados. O ágio na assinatura dos contratos foi de 235,41%.

Segundo ele, estão inscritos 17 participantes, todos investidores tradicionais do setor. Petrobras, Wintershall Holding e Shell Brasil fizeram as ofertas e adquiriram os direitos de exploração e produção. O bônus de assinatura chegou a R$ 7,5 bilhões, com um ágio de 680,42% sobre o valor mínimo de oferta.

Apenas dois dos sete blocos na Bacia Sergipe-Alagoas receberam ofertas de empresas e consórcios. Em uma dessas áreas, a Wintershall ofereceu bônus de R$ 57,304 milhões, acima do bônus mínimo de R$ 6,842 milhões.

O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República e secretário-executivo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), Moreira Franco, afirmou que a ANP e o Ministério de Minas e Energia devem se reunir na próxima segunda-feira (2) com o TCU para buscar uma solução para os blocos.

Os dois blocos, explicou Oddone, estão contíguos ao bloco de Saturno, na Bacia de Santos, esse sim considerado estratégico por estar no polígono do pré-sal.


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