Trump diz que Amazon tira milhares de varejistas do mercado

O presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, atacou a maior empresa de e-commerce do mundo, a Amazon.

Segundo o jornal Guardian, questionada sobre a eventual perseguição de Trump à Amazon, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse que "não há nenhuma política específica sobre a mesa no momento", mas que o presidente está "estudando formas de criar condições equitativas para todas as empresas".

"Eu expus minhas preocupações com a Amazon muito antes da eleição. Ao contrário de outras, ela paga pouco ou nenhum imposto local e estadual, usa nosso sistema de correios como seu entregador (causando imensa perda aos EUA), e está tirando milhares de varejistas do mercado!", escreveu Trump em sua conta no Twitter.


O medo entre os investidores de que Trump poderia intervir negativamente na Amazon ganhou força porque essa não seria a primeira vez em que o presidente americano critica a companhia ou seu diretor executivo, Jeff Bezos. A apuração descobriu que muitas das ações filantrópicas alegadas por Trump eram exageradas e frequentemente não eram doações para caridade. "Ele é obcecado pela Amazon", disse uma fonte para a publicação.

"Há uma série de propostas que tramitaram na Câmara e no Senado ou foram consideradas pela Câmara e pelo Senado". A companhia, por sua vez, diz que desde o ano passado paga todos os impostos estaduais que deveria, cobrados sobre as vendas diretas que faz ao consumidor. Em janeiro, a empresa reduziu a lista de possíveis locais para 20 regiões metropolitanas. Isso porque a rede de notícias (apesar de separada) também pertence a Jeff Bezos, CEO da Amazon. Por volta das 16h, as ações da varejista recuavam cerca de 4,5%, a 1.429 dólares (cerca de 4.756 reais).

Na quarta-feira, uma reportagem do site Axios afirmou que o presidente tem buscado regulamentações mais estreitas para Amazon, provocando perdas bilionárias no valor de mercado da empresa.


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