Faltam cinco dias para estação espacial chinesa atingir a Terra

É um fato que a estação espacial chinesa Tiangong-1 vai cair na Terra; também é sabido que, neste momento, ainda não é fácil precisar exatamente nem onde ela vai cair, nem quando isso vai acontecer nem qual será o seu tamanho no momento do impacto, já que boa parte da estação deve se desfazer na reentrada. A previsão, ainda assim, envolve um significativo grau de incerteza. Alguns títulos da imprensa nacional noticiaram que o veículo espacial pode reentrar em Portugal, nomeadamente na região norte, entre o Porto e o Minho.

A primeira estação espacial chinesa, pesando sete toneladas, fará uma reentrada descontrolada na atmosfera terrestre e se desintegrará totalmente por volta de 1º de abril, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).

Desocupada desde 2013, a Tiangong-1 transporta no seu interior um químico corrosivo que é usado como combustível, mas a Agência Espacial Chinesa anunciou que não terá impactos negativos para o ambiente.

A estação de fabrico chinês, cujo nome representa "Palácio Celestial", foi lançada para o espaço em 2011 mas está inativa há cinco anos. Aquando da sua última operação, foi posta em suspensão para depois ser guiada para dentro do planeta de forma controlada.


Segundo o The Guardian, a China não revelou todos os pormenores sobre a estação espacial, pelo que se torna difícil de perceber quais as partes que podem sobreviver às altas temperaturas que se fazem sentir na reentrada da atmosfera terrestre. As imagens já foram captadas na Alemanha, em França e em Espanha.

O risco de um ser humano ser atingido por um fragmento espacial com mais de 200 gramas é de um em 700 milhões, segundo indicou a CMSEO. O departamento chinês que é responsável por voos espaciais tripulados, informou que as pessoas não precisam se preocupar.

Este género de estação espacial "não cai violentamente sobre a Terra como nos filmes de ficção científica, mas desintegra-se como uma magnífica chuva de meteoros num belo céu estrelado, à medida que os respetivos destroços avançam em direção à Terra", explicou a entidade chinesa.


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