Rússia expulsará diplomatas em retaliações a medidas de países ocidentais

A Rússia anunciou hoje a expulsão de 60 diplomatas norte-americanos e o encerramento do consulado norte-americano em São Petersburgo.

Na quinta-feira (30), a Rússia expulsou 60 diplomatas americanos e fechou o consulado em São Petersburgo.

Os detetives britânicos responsáveis pela investigação ao envenenamento do antigo espião russo informaram na quarta-feira ter detetado a maior concentração de gás neurotóxico à porta de casa das vítimas, em Salisbury, sul de Inglaterra.

As autoridades russas insistem que o Reino Unido ainda não apresentou provas de que a Rússia foi responsável pelo envenenamento e negaram qualquer participação do Kremlin no ataque.

Ademais, a Rússia pode ter sido surpreendida com o apoio que o Reino Unido recebeu na empreitada. "Mesmo no clima atual, continuamos prontos para o diálogo com a Rússia e vamos trabalhar tanto na segurança europeia quanto nas relações futuras construtivas entre nossos países". A medida dá continuidade a sequência de outros diplomatas expulsos pela Rússia.

"O presidente (russo Vladimir) Putin é partidário de desenvolver boas relações com todos os países, inclusive os Estados Unidos", completou o porta-voz do Kremlin.


Portugal optou por não seguir o exemplo dos países europeus e EUA, tendo decidido não expulsar diplomatas russos do país - opção diplomática que Paulo Rangel, eurodeputado eleito pelo PSD, considera "um erro e uma traição aos britânicos".

Representantes da Opaq chegaram no Reino Unido em 20 de março para se encontrar com especialistas do laboratório militar de Porton Down, perto de Salisbury, e da polícia britânica.

Já o embaixador de Espanha em Moscovo, Ignacio Ybáñez, foi esta sexta-feira convocado à sede do Ministério dos Negócios Estrangeiro da Rússia para ser informado de que dois diplomatas espanhóis foram considerados persona non grata, disseram à agência de notícias espanhola Efe fontes da embaixada espanhola na capital russa.

Após a Rússia anunciar as expulsões na noite de quinta-feira, o Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que se reservava o direito de responder além disso, dizendo que a lista de diplomatas designados para expulsão pela Rússia mostrava que Moscou não estava interessado em diplomacia.

Ex-coronel do serviço de inteligência do Exército russo (GRU), Serguei Skripal foi acusado em Moscou de "alta traição" por ter vendido informações ao serviço secreto britânico e condenado em 2006 a 13 anos de prisão.


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