Promotor venezuelano confirma 68 vítimas de "supostos incêndios" na prisão

Em uma publicação no Twitter, Tarek Saab ressaltou que "o Ministério Público informa à opinião pública que perante os fatos terríveis acontecidos no Comando da Polícia do Estado Carabobo, onde 68 pessoas morreram por um suposto incêndio, nomeamos quatro promotores para esclarecer esses eventos dramáticos".

Segundo o procurador-geral, o vice-diretor da prisão está entre os detidos.

A rebelião começou após um detento desarmar e atirar contra um agente penitenciário, diz a ONG.

A ONU instou hoje as autoridades da Venezuela a investigarem um incêndio ocorrido quarta-feira, que provocou a morte de pelo menos 68 pessoas numa prisão e Carabobo, 150 quilómetros a oeste de Caracas.

A ONG Janela à Liberdade informou que a tragédia ocorreu durante uma tentativa frustrada de fuga de alguns presos. E afirmou ainda que, segundo os resultados preliminares, havia pelo menos duas mulheres entre os 68 mortos, que se encontravam de visita à instituição prisional, onde pernoitariam. Nieto destacou que o incidente em Valencia "não é uma situação isolada", já que "todas as delegacias de polícia da Venezuela estão em condições iguais ou piores de superlotação, falta de alimentos e doenças" em relação à detenção do Comando da Polícia de Carabobo.

"Também estamos preocupados por relatos de que as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para dispersar os familiares que se reuniram em frente da esquadra de policia para exigir informação", refere. O governador de Carabobo, Rafael Lacava, manifestou sua "consternação" pelo episódio e garantiu que fará uma severa investigação. O secretário de Governo, Jesús Santander, confirmou a rebelião, mas não explicou como os detentos morreram.


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