PMs dispensaram testemunhas, diz jornal — Caso Marielle

Policiais militares do Rio de Janeiro dispensaram testemunhas do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). Ambas também disseram que viram apenas um carro no momento dos disparos, contrariando a versão sugerida por câmeras de vigilância de que havia dois carros perseguindo o veículo da vereadora.

Segundo o jornal O Globo [VIDEO], as testemunhas não entraram no escopo de testemunhas do crime e não foram ouvidas pela Policia Civil [VIDEO].

A informação foi publicada pelo jornal O Globo neste domingo (1).

No último dia 21, o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, designou um grupo de cinco promotores do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) para auxiliar a 23ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal na apuração do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.


De acordo com o jornal, as duas testemunhas disseram que ficaram no local do crime até a chegada da polícia, mas os policiais mandaram todos saírem. Em seguida, segundo as testemunhas, um homem negro sentado no banco traseiro colocou o braço para fora e apontou uma arma que parecia ter um silenciador.

As testemunhas também contaram que o carro dos criminosos deu uma guinada e fugiu pela Rua Joaquim Palhares. A suspeita até agora era de que a fuga teria ocorrido pela Rua João Paulo Primeiro, que é perpendicular à Joaquim Palhares. Elas não foram ouvidas.

No Circo Voador, outro ponto do Centro do Rio, políticos e manifestantes também lembraram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Questionada pela GloboNews sobre o episódio, a Polícia Civil não se pronunciou.


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