Produção industrial mostra retomada incerta da economia — ANÁLISE

Apesar disso, a utilização da capacidade instalada recuou de 78,1% em janeiro para 78,0% no mês seguinte, de acordo com os dados já ajustados.

A taxa veio abaixo do que esperava o mercado, de expansão de 0,6%, e a comparação frente a fevereiro do ano passado mostrou ritmo mais lento de recuperação. No acumulado do ano, a alta é de 4,3%. No acumulado nos últimos doze meses avançou 3,0%, o melhor resultado desde junho de 2011 (3,6%).

No mês passado, o índice havia caído 2,2% na comparação com o mês anterior. "Embora seja a taxa menos acentuada desde setembro do ano passado, de modo geral, há predominância de resultados positivos", ressaltou André Macedo, gerente na Coordenação de Indústria do IBGE. A produção da indústria de bens de capital teve ligeira alta de 0,1% em fevereiro ante janeiro.

No primeiro trimestre do ano, o avanço de 4,3% registrado pela produção industrial é o melhor desempenho para o período desde o primeiro bimestre de 2011, quando o crescimento ficou em 4,7%.

Na outra ponta, os bens de consumo duráveis registraram ganhos de 1,7%, e a fabricação de bens de capital, uma medida de investimento, teve pequena alta de 0,1%.


Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção caiu 0,7% em fevereiro ante janeiro.

Em fevereiro, houve crescimento em 14 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE.

Os setores de bens intermediários (2,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (2,2%) também acumularam taxas positivas no ano, embora abaixo da média nacional (4,3%).

Dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) reforçam esse efeito da Copa do Mundo sobre a produção industrial. Segundo gerente da pesquisa, André Macedo, foi o 16° resultado positivo consecutivo nesta base de comparação. Considerando todo o setor de eletrodoméstico da chamada linha marrom, composta por televisores, aparelhos de som e similares, o aumento em fevereiro foi de 41,1% frente ao mesmo mês do ano passado.

Nos bens de capital, a produção cresceu 7,8% em relação a fevereiro de 2017, a décima alta consecutiva, com contribuição dos equipamentos de transporte (15,8%). Também recuaram as atividades de farmoquímicos e farmacêuticos (-8,1%), produtos alimentícios (-0,8%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%).


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