China impõe tarifas sobre 128 produtos dos EUA

A China reagiu em relação às tarifas aprovadas pelo governo do presidente Donald Trump sobre as importações de aço e alumínio.

Na análise publicada esta quarta-feira, a Capital Economics considera que as novas tarifas anunciadas pela China destinam-se, sobretudo, a ter um efeito dissuasor para que os EUA retrocedam na intenção de aumentar os custos de entrada no país a produtos tecnológicos chineses posta a consulta no dia anterior. O jornal The Guardian destaca que os Estados onde a agricultura é predominante serão os mais afetados, precisamente aqueles que foram decisivos na eleição de Donald Trump, que apertou o gatilho desta guerra comercial. "Pretendemos nos dar bem com a China, mas temos que fazer algo muito substancial sobre o comércio", disse. Até agora, produtos agrícolas com elevado volume de exportações para a China, como a soja, estão de fora do grupo. "Não há vencedores numa guerra comercial, e quem a inicia é quem mais se prejudica".

"Qualquer tentativa de colocar a China de joelhos com ameaças e intimidações nunca terá êxito".

Esta lista, que inclui dispositivos de tecnologia de ponta das indústrias aeroespacial e robótica, está agora sujeita a um período de comentários públicos de 30 dias antes que as tarifas protecionistas entrem em vigor.

O gigante asiático, que é o segundo maior parceiro comercial dos EUA, já anunciou na última segunda-feira a imposição de taxas para um conjunto de 128 produtos americanos, em resposta às tarifas que Washington anunciou no mês passado sobre as importações de aço e alumínios chineses.

Tal lista, disseram as autoridades, está em linha com os danos económicos causados pela China, que é acusada de violar políticas de tecnologia.

O escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) precisa apresentar a lista de produtos até sexta-feira, de acordo com o decreto tarifário contra a China que Trump assinou em 22 de março.

O governo chinês acrescentou que a data exata da introdução das medidas comerciais dependerá de quando os EUA anunciarem a aplicação de suas tarifas. As medidas aumentam a tensão comercial entre os países, que são as principais economias do mundo. A nova leva de tarifas inclui 106 produtos, como a soja, os automóveis e o sumo de laranja, aos quais vai ser aplicado um imposto de importação de 25%.


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