"Defesa de Lula abusa do recurso dos embargos", diz advogado

Segundo a ordem de Moro, na tarde de quinta (5), o petista deve se apresentar à sede da Polícia Federal em Curitiba até as 17h desta sexta (6).

A defesa do ex-Presidente apresentou esta sexta-feira um novo pedido de habeas corpus, desta vez dirigido ao Superior Tribunal de Justiça.

Pelas prisões de Curitiba, cidade apelidada de "Capital da Lava Jato", passou a maioria dos "peixes grandes" que caíram na rede de Moro, como o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-ministro da Fazenda de Lula Antonio Palocci, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. O que pode causar problemas judiciais é uma eventual incitação à violência por parte do ex-presidente ou de seus apoiadores.

O ex-Presidente inicia o cumprimento da pena em uma sala previamente preparada - espécie de Sala de Estado Maior -, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, separado dos demais presos.

O antigo Presidente está também a aguardar o resultado de um novo pedido de 'habeas corpus' [garantia que permite aguardar julgamento em liberdade] feito pela defesa, desta vez dirigido ao Superior Tribunal de Justiça.

Isso já havia ocorrido duas vezes, em 2016, quando ele liberou áudios de Lula com a ex-presidente Dilma Rousseff e ordenou a condução coercitiva do ex-presidente.

A Polícia Federal descarta, por ora, o envio de agentes ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo para prender o ex-presidente Lula. Ninguém em Brasília, porém, espera que um recurso desse tipo prospere após o próprio STJ ter rejeitado em plenário um "habeas corpus" preventivo que tentava evitar a iminente prisão do petista.

"Não haverá resistência, mas ele não irá para o matadouro de cabeça baixa, por livre e espontânea vontade", disse à reportagem José Roberto Batochio, que cuida da defesa de Lula junto com Cristiano Zanin Martins. A defesa alega que a decisão de Moro é ilegal e inconstitucional, uma vez que uma sentença anterior estabelecia que a prisão não podia ser ordenada sem que todos os trâmites estivessem terminados.

Lula foi condenado por Moro no caso do tríplex de Guarujá em julho de 2017.


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