Mensagens de Zuckerberg apagadas por motivos de segurança

A rede social, que está sendo criticada por permitir a manipulação de sua plataforma nas eleições de 2016, disse que a nova política exigiria que qualquer mensagem para candidatos ou questões públicas incluísse o rótulo "anúncio político" com o nome da pessoa ou entidade que pagaria isto.

"Essas medidas, por si só, não vão impedir que todas as pessoas tentem burlar o sistema".

De qualquer forma a transparência na plataforma sai mais uma vez manchada por estas revelações só agora chegarem explicitamente a público.

Para serem autorizados pelo Facebook, "os anunciantes precisarão confirmar sua identidade e localização", afirma o texto, e eles não poderão publicar "anúncios políticos até estarem autorizados". "Achamos que, quando você visita uma página ou vê um anúncio no Facebook, deveria ficar claro de quem vem", afirmou o grupo no comunicado.

Separadamente, a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, ofereceu novas desculpas aos usuários por não terem feito o suficiente com privacidade e proteção de dados. "Sinto muito por isso".

Christian Wigand apontou que a comunicação do Facebook, através de correio, surgiu em resposta a um pedido de esclarecimentos efectuado na semana passada pela Comissão Europeia, que havia solicitado à rede social que lhe transmitisse o mais rapidamente possível explicações sobre o escândalo relacionado com a empresa Cambridge Analytica.

"Quando recebemos a informação de que este pesquisador forneceu os dados à Cambridge Analytica, eles nos garantiram que foi excluída", disse ela.

O WhatsApp, que também pertence ao Facebook, já tem um recurso similar.

Lembramos que após a estimativa preliminar da utilização de 50 milhões de dados privados, o Facebook agora acredita que até 87 milhões de utilizadores, principalmente nos Estados Unidos, possam ter sido afetados pelo uso incorreto dos dados.


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