Trump diz que OMC é injusta, mas admite que taxas causarão prejuízos

Contudo, não exonera a China.

Segundo o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, as políticas e as práticas do governo chinês relacionados à transferência de tecnologia, a propriedade intelectual e a inovação "não são razoáveis e restringem o comércio dos EUA".

- 23 de março: em represália às tarifas sobre os dois metais, Pequim revela uma lista de 128 produtos americanos que pretende taxar com tarifas aduaneiras entre 15% e 25%, caso as negociações com Washington fracassem.

Por sua vez, a medida das autoridades de Pequim foi também uma retaliação aos Estados Unidos por terem, no início da semana, imposto taxas aduaneiras, em igual valor.

Um dia depois de a China ter pedido à OMC para arbitrar uma luta comercial em rápida escalada com Washington, Trump questionou a imparcialidade da organização.


A lista, que alcança "aproximadamente 50 bilhões de dólares" de exportações chinesas, inclui produtos de várias indústrias - entre elas, os setores de aeronáutica, tecnologia da informação, comunicação, robótica e maquinário.

"Se os Estados Unidos insistirem neste comportamento unilateral e de protecionismo, ignorando a oposição da China e da comunidade internacional, a China está pronta a ir até ao fim, a qualquer preço", reagiu em comunicado o Ministério chinês do Comércio.As taxas chinesas abrangem perto de 250 produtos dos Estados Unidos, entre os quais soja, milho, carne, sumo de laranja, tabaco, carros e até aviões. "Não podemos permitir que isto continue", afirmou em um tuíte.

"A China, que é uma grande potência económica, é considerada como um país em desenvolvimento no seio da OMC".

Este anúncio, mais um episódio da guerra comercial entre os dois países, surge como um contra-ataque à China, que declarou a imposição de taxas alfandegárias a produtos norte-americanos, num valor aproximado de 50 mil milhões de dólares (41 mil milhões de euros). "A OMC é injusta com os EUA", completou Trump.


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