Facebook. UE pode ter sido afetada em 2,7 milhões de utilizadores

De acordo com reportagem da emissora de TV americana CNBC, o Facebook iniciou conversas no ano passado com hospitais dos Estados Unidos sobre a possibilidade de cruzar dados de perfis de usuários e dados de saúde de pacientes, num esforço para "melhorar o atendimento de saúde".

Inicialmente, rede social admitiu que 50 milhões de usuários foram afetado.

Em nota enviada à CNBC, o Facebook afirmou que o projeto "não progrediu além da fase de planejamento e que não recebemos, compartilhamos ou analisamos dados de ninguém". Isso aconteceu devido a uma brecha que a rede social só corrigiu em 2014.

Um dia depois de o Tech Cruch revelar mais esta polémica, na quinta-feira, o Facebook anunciou que tenciona alargar esta possibilidade de fazer "unsend" a todos, dando aos utilizadores, por exemplo, a hipótese de criar um temporizador para estabelecer um tempo de vida da sua mensagem na caixa de entrada no destinatário. O Reino Unido, que estava no foco das notícias por ser o local da sede da Cambridge Analytica, ficou em quarto lugar na lista com 1,08 milhão (1,2%). A companhia disse que obteve dados de 30 milhões de pessoas por meio de um contrato legal com a GSR, que está sendo alvo de contestação.

Nesta semana, o Facebook informou a maioria dos seus quase 2 bilhões de usuários podem ter tido dados indevidamente acessados.


A empresa britânica de inteligência digital coleta e relaciona dados para ações de marketing digital feitas por companhias e políticos.

Além disso, Zuckerberg já foi convocado a depor sobre o caso diante do Congresso americano para dar explicações referentes ao trabalho do Facebook em prol da proteção dos dados de seus usuários. Desde que tomou ciência do caso, no final de março, o CEO começou a coordenar uma série de medidas em prol da privacidade dos internautas, bem como da transparência da empresa quanto ao uso de dados.

A empresa ainda afirmou que não usou esses dados da campanha presidencial dos EUA em 2016.

"Conforme encontrarmos mais Cambridge Analyticas, vamos continuar a encontrar uma maneira de compreensiva de colocá-las em evidência e garantir que as pessoas saibam sobre elas", disse Sandberg, em ao Buzzfeed News. Ainda não tinham sido partilhado dados dos hospitais quando o programa foi suspenso.


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