Trump vê acordo de comércio com a China

As ameaças feitas hoje por Pequim surgem como consequência do anúncio por parte do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estar a considerar impor novas taxas, no valor de 81,6 mil milhões de euros, sobre produtos chineses, como retaliação às tarifas anunciadas por Pequim.

A fase de consultas é o passo prévio antes da formação de um painel de analistas que avaliará a disputa.

Alegando que a situação da fronteira está em crise, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (4) um decreto para enviar a Guarda Nacional para a divisa com o México.

Na terça-feira passada, o Escritório do Representante de Comércio Exterior dos Estados Unidos (USTR) publicou uma lista que inclui 1.300 produtos chineses sobre os quais planeja impor as tarifas.

Os dois países ameaçam-se mutuamente com dezenas de bilhões de dólares em tarifas nos últimos dias, e as autoridades chinesas disseram que este não é o momento para as negociações.

Devido ao recente elevar de tensões provado pela guerra comercial entre a China e os EUA, na quinta-feira, a China iniciou manobras navais de grande escala em resposta aos exercícios militares de três porta-aviões da Frota dos EUA, planeados para esta região. As tarifas, que seriam de 25%, ainda têm que ser aprovadas, e não poderiam entrar em vigor antes de maio.

Um aumento da carga fiscal sobre estes setores é especialmente sensível para a liderança chinesa, que quer transformar o país numa potência tecnológica. Os impostos se tornarão recíprocos e um acordo de propriedade intelectual será fechado. Kudlow comentava, durante entrevista à TV Bloomberg, as disputas entre os Estados Unidos e a China na área comercial.

Estas tarifas, que se somam às sobretaxas sobre as importações de aço e alumínio, representam a medida mais dura que o governo de Washington impôs até agora a Pequim. Por sua vez, o Ministério do Comércio da China anunciou a introdução de tarifas aduaneiras contra 128 produtos provenientes dos EUA.

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.


Popular

CONNECT