Moscovo insinua que EUA querem "apagar vestígios" com ataques — Síria

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ofereceu, nesta quarta-feira, ajudar a economia russa e buscou um fim do que descreveu como uma "corrida armamentista" em uma aparente abertura diplomática menos de uma hora depois de advertir Moscou sobre um iminente ataque de mísseis na Síria.

Zakharova disse que um possível ataque de míssil por parte dos Estados Unidos pode ser uma tentativa de destruir provas de um suposto ataque com armas químicas na cidade síria de Douma.

Esta notícia surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter avisado a Rússia para "se preparar" para os mísseis que vão começar a ser largados sobre a Síria.

"A Rússia promete derrubar todos os mísseis disparados contra a Síria. Prepara-te Rússia, porque eles vão começar a chegar, bons, novos e inteligentes!", escreveu Trump. ", se perguntou Zakharova em mensagem publicada em sua conta do Facebook".


Zakharova disse que "os mísseis inteligentes devem ser dirigidos contra os terroristas e não contra um governo legítimo que há tantos anos luta contra o terrorismo internacional em seu território".

Os Estados Unidos, apoiados por aliados como França e o Reino Unido, admitiram na terça-feira uma resposta militar para eliminar a ameaça de ataques químicos pelas forças do regime de Bashar al-Assad.

Organizações apoiadas pelos Estados Unidos denunciaram que pelo menos 42 pessoas, entre as quais várias crianças, morreram em Douma, o último bastião rebelde em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, com sintomas associados a um ataque com armas químicas.

A Síria nega qualquer utilização de armas químicas, assim como a Rússia, principal aliado do regime sírio, que afirmou que eventuais ataques ocidentais teriam "graves consequências". A OPAQ já anunciou que enviará uma equipa de peritos "em breve".


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