PT reafirma candidatura de Lula mesmo após prisão

Desde que o ex-presidente foi preso, a cúpula do partido se reúne na cidade. Os advogados do PT acreditam ser possível, pois o processo não deve ter o trânsito em julgado até lá, validando o registro. Ciro Gomes (PDT), no entanto, ainda não participou de nenhum ato junto com a militância de Lula. Na carta, os parlamentares afirmam que sempre vão estar ao lado de Lula. Analistas mais apressados relacionaram a citação à busca de um nome para apoiar na disputa. E com isso a vigília poderá ir se reduzindo. Com a fragmentação, o jogo ficaria ainda mais complexo.

Cresce um consenso no PT de que é preciso ter uma estratégia clara para evitar a dispersão do eleitorado de Lula que, historicamente, tem cerca de 30% dos votos do país.

De acordo com a legislação brasileira, estão inabilitados eleitoralmente por oito anos os condenados em segunda instância, como é o caso do líder emblemático da história do Brasil, mas o PT assegura que irá às últimas instâncias judiciais para inscrevê-lo e que apresentará recursos tanto perante o Tribunal Superior Eleitoral como na Corte Suprema. Os próprios petistas, nos bastidores, acreditam que não terão muitas chances de sucesso. Aliás, entendemos que a liberdade de Lula é a candidatura efetiva à presidência.

Mesmo prevendo uma nova derrota no Supremo, os petistas avançam sobre os ministros.

O presidente da CDHM, com apoio da assessoria técnica da comissão, está articulando reuniões de trabalho com autoridades responsáveis pela segurança da Polícia Militar e da Polícia Federal com o intuito de assegurar o direito à manifestação, previsto constitucionalmente, bem como garantir que novos atentados ocorram contra a figura do ex-presidente Lula. O discurso oficial, porém, é o de vitória na liberação de Lula.

"A pauta é a prisão do Lula", definiu o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) ao chegar há poucos minutos para o encontro.

Cresce preocupação com cisão interna; ex-presidente vê jogo no 1º dia na cela. Os integrantes do partido priorizam ouvir Lula antes de fazer suas deliberações.

Na quarta-feira, Lula poderia receber familiares mas, segundo o advogado, ainda está sendo negociado com a PF como serão feitas as visitas e quem poderá ser recebido. "O presidente se considera um preso político", disse. "Seguiremos mobilizados até Lula ficar livre", declarou o petista ao. Curitiba nunca elegeu um prefeito petista.


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