Brasileiro é condenado na Espanha por terrorismo

Kayke foi preso em 2014 quando ele tentava atravessar a fronteira da Bulgária com a Turquia para chegar até a Síria. Segundo a Justiça, o grupo fotografou lugares em Barcelona que pretendiam atacar, e cogitaram sequestrar uma pessoa, vesti-la de macacão laranja e executá-la em frente às câmeras. As penas variam entre 12 anos para os dirigentes da organização e oito anos para os demais participantes, entre eles o brasileiro Kayke Luan Ribeiro Guimarães. Mas foi levado de volta a Espanha porque a polícia de Catalunha já vinha monitorando-o e tinha constatado indícios de que ele tinha ligações com o Estado Islâmico. De acordo com a justiça, os acusados tinha o propósito de "de atender e servir aos princípios identificados com o Daesh (Estado Islâmico), atentos para realizar, a qualquer momento, um ataque contra instituições como a polícia, entidades bancárias ou interesses judeus estabelecidos na Espanha, ou se juntar às fileiras do Daesh", detalha nota do Judiciário espanhol. Desde então, estava sendo chamado de Hakim. O grupo era denominado de "Fraternidade Islâmica, Grupo para a pregação do Jihad". Junto com outros dois companheiros, Kayke foi extraditado para a Espanha.

O jovem de Formosa, em Goiânia, foi com a família morar na Espanha em 2006. Os familiares de Kayke negam sua relação com o terrorismo e, segundo a emissora GloboNews, vão recorrer da sentença decretada nesta terça. "Agentes consulares brasileiros realizaram visitas aos estabelecimentos prisionais em que o brasileiro se encontrou detido, prestando-lhe assistência, verificando seu estado de saúde e mantendo contato com sua família", explicou o órgão. Depois disso, queriam viajar à Síria.


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