Centeno diz que faltam 5 mil médicos no Serviço Nacional de Saúde

Foi preciso um grande alarde público para arrancarmos do ministro das Finanças uma declaração de que vai resolver.

O ministro das Finanças afirmou esta quarta-feira no Parlamento que o problema da ala pediátrica do Hospital São João "está identificado há uma década" e que, apesar de ter passado pelas mãos de vários governos, "nada foi feito".

"O CDS continuará a batalhar por estes diplomas estruturantes, que podem fazer muito a diferença na qualidade de vida de tantos doentes e de tantas famílias, que por questões que, infelizmente, todos os dias surgem em denúncias, de cortes, cativações, de situações dramáticas um pouco por todo o país", defendeu. "Espero que o primeiro-ministro entenda que tem de dar indicações claras ao ministro das Finanças ou teremos de concluir que também o primeiro-ministro é Centeno", declarou.

Na audição parlamentar de hoje ao ministro Mário Centeno, o deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira começou por dizer que "na Saúde está tudo longe de estar bem", considerando que o ministro das Finanças devia ponderar sobre as razões que levaram à sua audição numa comissão parlamentar conjunta de Saúde e Finanças.

Centeno diz que faltam 5 mil médicos no Serviço Nacional de Saúde
Centeno diz que faltam 5 mil médicos no Serviço Nacional de Saúde

O ministro das Finanças escusou-se hoje a revelar quando será concretizado o investimento da ala pediátrica do Hospital de São João, no Porto, garantindo apenas que "vai avançar".

Mário Centeno acusou o anterior governo de ter lançado, por duas vezes, a primeira pedra da unidade pediátrica daquele hospital no norte, sem planeamento financeiro para aquela obra.

Sara Madruga da Costa referiu ainda que "Mário Centeno é uma espécie de chefe de orquestra, controla tudo e todos, por ele "são todos Centeno", o que interessa, o que é verdadeiramente importante é o objectivo pessoal de Centeno do controlo orçamental "é ficar bem na fotografia da Europa", nem que para isso tenha de colocar e risco a saúde de todos os portugueses, nem que para isso se realizem exames do cancro em morgues ou que crianças façam tratamentos oncológicos em corredores dos hospitais". O presidente da unidade hospitalar classificou-as como "indignas" e "miseráveis", e explicou que as obras previstas ainda não avançaram por falta de verbas.

Já esta manhã, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu que "há sensibilidade do Governo" para resolver a situação.



Popular

CONNECT