Em Barcelona, Dilma denuncia "golpe" com prisão de Lula

A ex-presidente brasileira, Dilma Rousseff, afirmou este sábado, durante uma missa de homenagem à falecida mulher de Lula da Silva, Letícia Marisa, que "o presidente Lula é um homem de fé" e "teve um compromisso com os mais pobres".

Dilma vinculou seu impeachment em 2016, devido a irregularidades nas contas públicas, e o caso de Lula a um "golpe parlamentar e midiático" no Brasil.

Em Madri, Dilma esteve reunida com parlamentares e líderes de partidos políticos no Congresso espanhol. O líder do partido Podemos, Pablo Iglesias, manifestou sua solidariedade à causa do PT, que vem conquistando apoio e angariando simpatias com atos de solidariedade a Lula e protestos contra a prisão do líder brasileiro em diversas cidades do mundo.

Durante seu discurso, a ex-presidente Dilma afirmou que "Lula se inspirou nos valores de São Francisco". "Lula é o nosso candidato à Presidência da República, mesmo preso, porque ele é inocente e foi condenado injustamente", denunciou.


Dilma defendeu também que a prisão só ocorra depois de esgotados todos os recursos.

Dilma lembrou que a prisão em segunda instância não é prevista na Constituição e apontou como casuísmo o fato de que o Supremo Tribunal Federal julgou o pedido de habeas corpus de Lula, e que, mesmo diante do empate - 5 votos eram favoráveis a Lula e outros 5 eram contrários - o ex-presidente foi prejudicado.

Rousseff, que ocupou a presidência do Brasil entre 2 011 e 2 016, estará esta terça-feira na Casa da América em Madrid, e na quinta-feira marcará presença num evento na Casa dos Advogados em Barcelona. Pela jurisprudência, em caso de empate, prevalece a tese de in dubio pro reo.

Sobre a Petrobras, Dilma disse que nenhuma empresa de petróleo está isenta de corrupção e que agora estão tentando "claramente privatizá-la".


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