Australiano atropelado no RJ é pedófilo e estava foragido há 22 anos

Um homem condenado por pedofilia, que vive foragido no Brasil há 20 anos, foi descoberto, literalmente, por um acidente: o australiano é uma das vítimas do carro desgovernado que invadiu o calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro, no início deste ano. Um bebê de 8 meses morreu e os feridos foram levados para dois hospitais cariocas.

O #atropelamento, que causou grande comoção no Brasil, foi provocado pelo motorista Antônio de Almeida Anaquim. O homem estava em coma - mesmo quadro me que se encontra até hoje - e a embaixada australiana foi informada do caso.

A embaixada australiana foi informada do caso e um porta-voz do Departamento de Relações Exteriores e Comércio do Consulado da Austrália emitiu uma nota dizendo que os oficiais australianos estavam trabalhando com as autoridades brasileiras para determinar se um australiano tinha sido ferido no atropelamento. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso, e no momento, ele responde em liberdade por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

As autoridades australianas também não encontraram nenhum passaporte emitido com o nome de Daniel, mas depois de receberem o registro de suas digitais conseguiram solucionar o mistério: o homem na verdade era Gott, professor de ensino médio na cidade de Darwin até 1994, quando foi preso após 17 denúncias diferentes de abuso sexual de crianças. O australiano foi condenado a seis anos de detenção e fugiu depois de ter tido liberdade condicional. As autoridades nacionais então entraram em contato com a Interpol, que levou o caso para a Polícia Federal australiana. "Devido à seu estado de saúde, vamos continuar a monitorar a situação com o objetivo de tomar uma atitude, se possível, no futuro", afirmou o órgão.

Já Gott segue internado no Hospital Miguel Couto, na Gávea.

De acordo com a Secretária Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Gott ainda está em estado grave e em coma desde o acidente de 18 janeiro, quando foi atingido pelo carro desgovernado. Dos 22 anos em que se manteve como fugitivo, Gott morou 20 no Brasil e trabalhava dando aulas de inglês como professor freelancer.


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