Dólar abre em alta e é negociado na casa de R$ 3,37

A moeda dos EUA também encerrou a sessão de ontem em queda, a R$ 3,41.

O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão leilão de até 3,4 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em maio e somam US$ 2,565 bilhões.

Às 10:07, o dólar recuava 0,17 por cento, a 3,4021 reais na venda, depois de subir 0,63 por cento na véspera, a 3,4080 reais. O dólar futuro caía cerca de 0,40 por cento. "E isso não é necessariamente bom para o mercado", afirmou o diretor de tesouraria de um banco estrangeiro.

A cautela com a política doméstica ganhou força nos últimos dias com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e que se entregou na noite de sábado.

Como pano de fundo, os investidores também continuavam cautelosos com o quadro político local e as eleições presidenciais deste ano.

Analistas consultados logo após a prisão ser decretada disseram que o PT deverá, ao menos publicamente, insistir na candidatura à Presidência de Lula, mesmo com ele preso, pois esta é a estratégia que mais maximiza a transferência de votos para outro petista ou para um candidato aliado.

A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos e repetindo que é impossível negociar sob as "circunstâncias atuais".

O dólar não sustentou a alta com que iniciou os negócios nesta quinta-feira e já operava abaixo de 3,40 reais, com algum alívio no exterior favorecendo uma correção local após a alta recente. "Com a incerteza da situação, e um quadro eleitoral ainda em aberto, é natural que os mercados locais demandem mais prêmios de risco", emendou.

Se mantiver esse volume e vendê-lo integralmente, o BC rolará o estoque total que vence no próximo mês.


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