Obra para filha de Temer foi paga por mulher de coronel

A esposa do coronel, a arquiteta Maria Rita Fratezi, pagou em dinheiro vivo os custos com a reforma em um imóvel da psicóloga Maristela Temer, filha do presidente da República. O coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal há décadas do emedebista, teria sido, segundo reportagem do Jornal Folha de São Paulo, intermediários de propinas pagas pela JBS.

Fratezi e Lima, que são amigos pessoais do presidente - que curiosamente chegou ao cargo graças aos movimentos anti-corrupção apoiados por grande parte da classe média, que queria a derrubada de Dilma Rousseff - já foram alvo da Operação Skala, deflagrada em 29 de março.

Um empresário de São Paulo, que forneceu material para obra na casa de Maristela, confirmou que recebeu pagamento de Maria Rita, sempre em dinheiro vivo. Ela [Maria Rita] vinha fazer o pagamento. O recibo foi emitido em 30 de março de 2015, no valor de R$ 12.480, em nome de Maristela Temer. Já o coronel e sua esposa negaram qualquer ilegalidade. Fratezi não foi presa, mas foi convocada a depor.

Os investigadores consideram relevante o fato de que o pagamento das obras no imóvel de Maristela Temer tenha ocorrido em período próximo e subsequente à suposta entrega de propina da JBS ao coronel.

Florisvaldo Oliveira, ex-funcionário da JBS, disse em delação que levou R$ 1 milhão ao coronel, na sede de uma de suas empresas, a Argeplan, em 2 de setembro de 2014. Tanto ela quanto seu marido optaram por ficar em silêncio no dia do depoimento. No entanto, segundo outro delator, o ex-diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, em vez de usar a verba para fins eleitorais, Temer ficou com o dinheiro.


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