PF estuda tirar Lula de sua sede em Curitiba

O texto destaca ainda que a "lei de execução penal não foi cumprida adequadamente e não podemos abraçá-lo pessoalmente" e que, por intermédio do grupo barrado na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, milhões de brasileiros estavam solidários ao ex-presidente.

Entre os alvos da operação está Arthur Pinheiro Machado, apontado como operador e criador da Nova Bolsa e preso em São Paulo, segundo a PF. Além dele, também são alvo o lobista Milton Lyra, citado em operações anteriores como operador de políticos, e Marcelo Sereno, ex-secretário nacional de comunicação do PT.

Por ordem do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na 1ª instância, o ex-presidente está preso em uma sala especial de 15 metros quadrados.

"Foi negado de modo que deixamos o registro da nossa indignação e, ao mesmo tempo, manifestamos a nossa solidariedade pessoal e política ao ex-presidente Lula mediante entrega de uma carta assinada por três senadores". Isso significa que apenas parentes vão poder visitar Lula uma vez por semana.

Além de Camilo, participaram da visita os governadores do Acre, Tião Viana (PT), do Amapá, Valdez Goes (PDT), Alagoas, Renan Filho (PMDB), Bahia, Rui Costa (PT), Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e Piauí, Wellington Dias (PT).

Os demais presos que estão no mesmo prédio recebem as visitas às quartas-feiras. "A medida mais certada seria a transferência imediata do ex-presidente para uma unidade das Forças Armadas, que possui efetivo e estrutura à altura dos riscos envolvidos".

Os governadores justificam que chegaram a Curitiba na terça, e não na quarta-feira, porque pensavam que iam ser recebidos.

Lula, segundo Isabel, passa o dia todo lendo ou vendo TV aberta, bebendo muita água mineral e não saiu da cela nem para caminhar, apesar de seu advogado ter recomendado que o presidente se exercite. Ouviu do policial que as marmitas são fornecidas pela empresa Blumenauense e vêm sem identificação de destinatário.

Isabel também disse que cartas, flores e presentes para Lula têm chegado à PF, mas não são entregues para o presidente. Ele ainda não foi ao local. Em frente ao cordão de isolamento, partidários do petista, membros de movimentos sociais e de sindicatos montaram um acampamento, apelidado de "Lula Livre", onde acontece uma série de atividades políticas e culturais.


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