Trump chama ex-diretor do FBI de 'gosmento, fraco e mentiroso'

O ex-diretor da polícia federal norte-americana (FBI) James Comey acusou o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ser "desapegado da verdade", denunciando uma liderança "guiada pelo ego e apoiada em lealdades pessoais". O livro, com fortes acusações contra Trump, surge 11 meses depois do afastamento de Comey da direção do FBI.

Trump demitiu Comey em maio do ano passado e vinha criticando o ex-diretor da agência.

Donald Trump não está contente com as revelações que o antigo diretor do FBI James Comey faz no seu livro "A Higher Loyalty", que deve ser editado na terça-feira mas a qual alguns meios de comunicação norte-americanos já tiveram acesso.

Comey diz ter avisado Trump de que não era uma boa ideia pedir uma investigação do dossiê de inteligência vazado que descrevia um encontro de Trump com prostitutas em 2013 em Moscou.

"Eu disse a ele, 'senhor, o senhor que sabe, mas eu teria cuidado em relação a isso porque pode criar-se uma narrativa de que estamos investigando o senhor pessoalmente; e em segundo lugar, é muito difícil provar que algo não aconteceu", disse Comey.


O ex-diretor do FBI assegura em suas memórias que Trump lhe falou sobre este episódio das prostitutas e se referia como "a coisa da chuva dourada" em pelo menos quatro ocasiões ao longo do pouco mais de quatro meses de convivência.

Comey disse, sobre essa reunião com Trump: "Foi muito estranho".

Segundo escreve Comey, citado pela emissora ABC News, durante um almoço privado na Casa Branca uma semana depois da posse, Trump disse para ele: "Eu preciso de devoção". Era Comey quem estava a liderar a investigação. "O círculo silencioso de consentimento".

Interagir com Trump, escreve Comey no livro, lhe deu "flashbacks de minha carreira anterior como promotor contra a máfia". Os juramentos de fidelidade.

Segundo esse documento, Trump ordenou que as prostitutas urinassem nos colchões da própria suíte presidencial do Hotel Ritz Carlton, onde o então presidente Barack Obama e a primeira-dama, Michelle, ficaram durante uma visita a Moscou. "A mentira sobre tudo, a serviço de um código de lealdade que coloca a organização acima da moral e da verdade".


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