EUA, com apoio de Reino Unido e França, anuncia ataque à Síria

Segundo Mary, a ação não deve escalar a tensão na região e o Reino Unido fará o possível para evitar a morte de civis.

"Nenhuma nação pode ter sucesso promovendo estados e ditadores desonestos", adicionou se referindo ao regime do ditador sírio, Bashar Al Assad.

Trump considera o suposto ataque químico da semana passada uma escalada significativa no conflito que já dura sete anos e matou mais de 400 mil pessoas no país árabe, chamando esse ato de "crimes de um monstro" e "ataque perverso e vil que deixou pais, mães, bebês e crianças agonizando".

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o ataque foi um resultado direto do fracasso da Rússia em impedir que a Síria usasse armas químicas. Anatoly Antonov, o embaixador russo nos EUA, não só se queixou de Moscovo não ter sido avisada, como considerou que "a Rússia está a ser ameaçada".

Os alvos seriam centro de pesquisa e desenvolvimento de armas químicas além de centros de armazenamento dos materiais, chamados pelo governo norte-americano de Programa de armas químicas do governo sírio. O regime sírio deve assumir plenamente as suas responsabilidades.

"Foram realizadas análises muito cuidadosas para determinar onde era melhor atacar com os Storm Shadows a fim de maximizar a destruição de produtos químicos armazenados e minimizar qualquer risco de contaminação nas áreas circundantes".

Segundo a agência de notícias AFP, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Bahram Ghasemi, afirmou que "os Estados Unidos e seus aliados não têm prova e, sem sequer esperar por uma posição da Organização para a Proibição às Armas Químicas, realizaram este ataque militar.e são responsáveis pelas consequências regionais (dele)".

Khamenei também acusou de "criminosos", o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da França, Emmanuel Macron, e a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

O presidente francês anunciou ainda que será aberto um debate parlamentar sobre o tema. O regime de Assad teria usado essas armas para conquistar a região de Duma, um dos últimos redutos controlados pelos grupos de rebeldes.

Segundo o secretário de Defesa, o uso de armas químicas desafiou as normas internacionais e se configurou como uma "ação indesculpável".


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