EUA e Rússia em duelo na ONU com a Síria no meio

Segundo o Pentágono, o bombardeios aéreos lançados nessa sexta-feira pelos Estados Unidos, em conjunto com a França e Reino Unido, sobre a Síria tiveram como alvos três locais descritos como de "capacidades químicas: um centro de pesquisa científica localizado na capital, Damasco; uma instalação de armazenamento de armas químicas, situada a oeste de Homs, e ainda uma terceira próxima ao segundo alvo, que, servia, de acordo com o governo dos EUA, de armazém de equipamentos de armas químicas, além de um posto de comando".

A Rússia pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Numa primeira reação, feita através do embaixador russo nos EUA, Anatolu Antonov, Moscovo avisou que "estas ações não ficarão sem consequências (...) Toda a responsabilidade recai sobre Washington, Londres e Paris". A Bolívia foi o único país a votar "não" junto à Rússia, enquanto a China se absteve e os outros 12 estados-membros apoiaram a resolução norte-americana. Um veto só pode ser lançado se um projeto ganhar pelo menos nove votos. "O presidente Putin, a Rússia e o Irã são responsáveis por apoiarem o animal Assad", disse o republicano na rede social Twitter. "A Rússia, da maneia mais séria, condena o ataque à Síria, onde militares russos ajudam o governo legítimo a combater o terrorismo". Nesta terça, o francês Emmanuel Macron afirmou que está estudando "questões técnicas" sobre uma possível ação militar contra a Síria junto com os EUA e o Reino Unido.


O ataque teria acontecido no sábado à noite, com os centros de saúde atendendo os pacientes na madrugada do domingo.

Os governos da Síria e da Rússia insistem em dizer que não houve ataque químico e disseram que estão dispostos a receber e facilitar uma visita segura de investigadores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) para estudar as denúncias.


Popular

CONNECT