Governadora pede à justiça encerramento da fronteira do Brasil com a Venezuela

"A responsabilidade sobre a guarda das fronteiras é do governo federal". Além de pedir mais recursos e fechamento provisório da fronteira, Roraima também solicita que a União atue de "maneira imediata na área da fronteira", com medidas administrativas na área de controle policial, saúde e vigilância sanitária.

Suely Campos disse não concordar com a atual política da União com relação à entrada de venezuelanos e, além do fechamento temporário da fronteira, disse que Roraima também pediu no Supremo mais verbas da União para lidar com os imigrantes.

Suely Campos disse ter tentado, por diversas vezes, tratar do tema com as autoridades federais. Isto porque, segundo a legislação brasileira, são refugiados apenas aquelas pessoas que têm que sair de seu país de origem devido à perseguição política ou religiosa.

"A não ser a transferência de apenas 266 venezuelanos para os estados de São Paulo e Mato Grosso, o que representa um fator ínfimo, considerando os mais de 50 mil que, muitos deles, perambulam pelas praças da capital Boa Vista", reclamou Suely.


A governadora de Roraima quer controle efetivo até que se resolvam os problemas decorrentes dos milhares de migrantes que estão no estado. No campo da segurança, vê a criminalidade aumentar.

Roraima, que diz ser a unidade da Federação mais pobre, estima em 70 milhões de reais por ano os gastos extras com a chegada dos venezuelanos e afirma que a explosão migratória levou ao ressurgimento de doenças erradicadas por lá, como é o caso do sarampo. "O atendimento aos venezuelanos nos nossos hospitais aumentou mais de 3 mil por cento".

O governo federal deu início a um processo de interiorização de estrangeiros, mas a governadora também critica a lentidão no serviço. Isso não é hábito do Brasil, o Brasil não fecharia fronteiras. "Eu creio que esse pleito não sei se ele tem, com a devida vênia, muita significação", disse o presidente. "Entram, por dia, de 500 a 700 venezuelanos no estado de Roraima", apontou. "Queremos ajudar humanitariamente", disse. Com esse objetivo, o governo federal, com apoio técnico do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e da Organização Internacional de Migração (OIM), ligadas à ONU, buscou vagas em abrigos de prefeituras, governos estaduais e na sociedade civil para receber os imigrantes. "Estamos fazendo muito e vamos fazer tudo o que for necessário".


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