"Nunca disse quando ocorreria ataque na Síria", diz Trump após ameaça

Enquanto o presidente americano, Donald Trump, apontou em duas ocasiões nesta quinta-feira que as conversas estão indo muito bem, um porta-voz do Ministério de Comércio chinês disse que elas sequer iniciaram. O especialista Vladimir Fitin opinou a respeito dessa decisão em entrevista concedida ao serviço russo da Rádio Sputnik.

Lisboa, 12 abr (Lusa) - O primeiro-ministro manifestou-se hoje "chocado" com as notícias sobre a utilização de armas químicas na Síria, frisou que mesmo em guerra há linhas que não podem ser ultrapassadas e exigiu um "cabal esclarecimento" do regime de Assad. Poderia ser em breve ou não tão em breve assim! Ainda assim, durante a minha administração, os EUA fizeram um excelente trabalho para livrar a região do ISIS.

"As ameaças são uma violação da Carta da ONU", acrescentou, afirmando que uma intervenção militar ocidental seria "muito perigosa porque nosso Exército está ali".

Trump respondeu, também através do Twitter: "A Rússia ameaçou derrubar todos os mísseis disparados na Síria".

Em abril de 2017, outro ataque químico atribuído ao regime sírio já havia feito os EUA lançarem mísseis contra a base militar de Shayrat, ação que levantou temores de uma escalada da tensão com a Rússia, mas que teve poucos efeitos práticos sobre os conflitos no país árabe. Pouco depois dos comentários de Peskov, a rede de TV Fox News informou que imagens de satélite mostraram navios de guerra russos deixando um porto sírio. O senhor Trump já demonstrou a estrutura de seu pensamento, quando ele pode desenvolver teses completamente opostas em apenas um dia, e qual delas será realizada é uma dúvida.

As forças do Hizbullah libanês, milícia armada por Teerã, atuam na campanha síria e podem acabar estacionadas na região próxima do Golã ocupado por Tel Aviv.

Na fotografia, forças militares do Reino Unido. "Espero que a razão prevaleça sem a aplicação de ações drásticas", comentou Fitin.

A retórica de Trump representa uma mudança radical em relação a Putin, a quem ele criticou no domingo pela primeira vez de maneira expressa, logo depois do ataque com armas químicas que deixou dezenas de mortos na Síria.

A Síria e seus apoiadores, Rússia e Irã, dizem que os relatos sobre o ataque foram fabricados por rebeldes e agentes de resgate de Douma e acusaram Washington de pretender usá-lo como pretexto para atacar o governo. De acordo com o Centro, não há pacientes com sintomas típicos de agentes tóxicos nos hospitais locais.


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