Rússia diz que não faz "diplomacia via Twitter" após posts de Trump

Durante o dia de ontem, o Presidente russo, Vladimir Putin, tinha desaconselhado o homólogo francês, Emmanuel Macron, de qualquer "ato irrefletido e perigoso" na Síria, avisando que poderia ter "consequências imprevisíveis".

O comentário veio depois de o exército russo acusar que o alegado ataque químico contra os rebeldes sírios em Duma foi uma encenação diante das câmeras realizada pelos Capacetes Brancos, a organização de socorristas sírios na zona rebelde que denunciou a agressão.

"Ou a ideia original é usar mísseis inteligentes para varrer os vestígios da provocação para debaixo do tapete?", acrescentou a representante, afirmando que perante tal ação os peritos (da OPAQ) não vão encontrar quaisquer provas.

O embaixador da Rússia nos Estados Unidos alertou nesta sexta-feira que haverá consequências para os ataques militares liderados pelos EUA contra a Síria, acrescentando que não é aceitável insultar o presidente da Rússia. "A Rússia promete derrubar todos os mísseis disparados contra a Síria".


Também reclamou da relação entre os norte-americanos e os russos.

Heiko Maas, responsável diplomático da Alemanha - país que alinhou com a agitação internacional liderada pelos Estados Unidos e França -, veio agora refrear ânimos: "Precisamos da Rússia para resolver o conflito sírio".

Em declarações aos jornalistas, o chefe de Estado norte-americano referiu ainda na mesma ocasião que não existiam opções fora da mesa.

A organização, que recebeu um convite oficial do regime sírio para investigar no terreno, "pediu à República Árabe Síria para desencadear os procedimentos necessários para a deslocação", anunciou a OPAQ em comunicado.


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