Sem alarde, filhos de Lula visitam o ex-presidente na prisão

O Sindicato de Delegados da Polícia Federal do Paraná pediu nesta quarta-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja transferido para uma prisão fora da cidade de Curitiba.

Foi confirmado que um dos filhos é Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, está entre os visitantes.

De acordo com o ofício enviado à direção da PF paranaense, a presença do ex-presidente na superintendência poderia resultar em "transtornos e riscos à população e aos funcionários da Polícia Federal", bem como à rotina do órgão, em especial no que se refere à prestação de serviços como emissão de passaportes e questões relacionadas a produtos químicos, segurança privada, armas e emissão de certidões de antecedentes criminais. No começo da tarde, eles deixaram o prédio acompanhados dos advogados Sigmaringa Seixas e Cristiano Zanin. O requerimento aprovado foi da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). "Nenhum outro privilégio foi concedido, inclusive sem privilégios quanto a visitações, aplicando-se o regime geral de visitas da carceragem da Polícia Federal, a fim de não inviabilizar o adequado funcionamento da repartição pública, também não se justificando novos privilégios em relação aos demais condenados", informou Sérgio Moro, em documento relacionado à prisão de Lula.

A previsão é de que os parlamentares se desloquem até Curitiba na próxima semana.

- A Lei de Execução Penal é claríssima. Então não há base legal [para a proibição]. A finalidade é analisar as condições de encarceramento a que estão sendo submetidos os presos no local, dentre eles o ex-presidente Lula.

Após a sua prisão, a sua candidatura foi confirmada pelo Partido dos Trabalhadores, formação política que fundou e liderou.

- Que tratamento diferente é esse que ele está recebendo, numa cela isolada, e que seus familiares nem ninguém podem chegar perto dele? - questionou, afirmando que o ex-presidente está incomunicável.

- Agora se adota um processo psicológico de isolamento absoluto para tentar implantar o desespero, a sensação do abandono, de impotência. Eu entendo isso como tortura - afirmou.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse acreditar que a Justiça não irá impedir uma visita da Comissão de Direitos Humanos do Senado a um preso.


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