Ataque à Síria "não ficará sem consequência", diz embaixador russo nos EUA

O ataque à infraestrutura de produção de armas químicas da Síria envolveu os EUA, o Reino Unido e a França, que alegam terem provas de que Assad, de fato, usou armas químicas contra civis numa operação militar em Douma, um subúrbio de Damasco, no início deste mês, que acabou com a morte de 42 pessoas.

O tempo das conversas terminou ontem à noite, acrescentou a embaixadora dos Estados Unidos, que não esqueceu a Rússia. "Os Estados Unidos - o detentor do maior arsenal de armas químicas do mundo - não tem direito moral para culpar outros países". E esse falhanço deve-se sobretudo à obstrução da Rússia. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, disse que os líderes dos EUA, França e Reino Unido "são criminosos". "Não pode ser ilegal o uso da força para evitar a morte de inocentes", referiu.

O enviado russo deixou claro o descontentamento com os EUA, falou em "hooliganismo na área internacional" e sugeriu uma resolução do Conselho exigindo que cessem quaisquer ataques à Síria.

Há semanas, os membros do Conselho de Segurança da ONU vêm discutindo o uso de armas químicas pela Síria, mas a Rússia, que também integra o órgão, vetou tentativas de investigar se Assad usava ou não essas armas.

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se com a agenda extraordinária com a demanda da Rússia antes da operação aérea orientada para a Síria.

Diante da animosidade entre os dois lados do conflito, secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu o fim da ação militar em troca de ações deplomáticas. A França e o Reino Unido se aliaram aos Estados Unidos em uma coalização única para atacar o regime do presidente sírio Bashar Al-Assad. Segundo o jornal "The Guardian", o ministro das Relações Exteriores classificou o ataque como um "desenvolvimento muito perigoso".

"O ataque contra a Síria nesta manhã é um crilme".


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