Lula preso político lidera pesquisa presidencial — Datafolha

"Como o ex-presidente é o nome de até 51% dos nordestinos, seu impedimento faz do território a fatia valiosa de seu espólio político". "Os brancos e nulos, sem Lula na disputa, são mais citados do que os líderes Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede)". No fim de janeiro, quando o levantamento anterior do Datafolha foi concluído, Lula tinha até 37% das preferências. Eles seriam seguidos por Joaquim Barbosa (PSB), que chega a 10% mesmo sem ser candidato, e Ciro Gomes (PDT), que teria até 9%. O cenário com o ex-ministro na disputa não muda muito, e ele aparece com ainda menos votos que Haddad, 1%. Ele tem 17% das intenções de voto, e ela oscila entre 15% e 16%.

O Datafolha ouviu 4.194 pessoas entre 11 e 13 de abril em 227 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

O levantamento do Datafolha mostra que a influência de Lula sobre o eleitorado continua grande, mesmo após sua prisão, que tornou mais remota a possibilidade de sua candidatura vingar. O ex-presidente Fernando Collor (PTC) tem 2%, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e o empresário Flávio Rocha (PRB), 1%. Também aparecem empatados nesse cenário Joaquim Barbosa (9%), Ciro Gomes (9%) e Geraldo Alckmin (8%).


Os dois candidatos de esquerda que ficaram ao lado de Lula nas horas que antecederam sua prisão têm resultados parecidos. É o que mostram dados preliminares de uma pesquisa Vox Populi, registrada no Tribunal Superior Eleitoral e contratada pelo Partido dos Trabalhadores. Barbosa nunca disputou uma eleição, mas ganhou notoriedade pela forma como conduziu o julgamento do mensalão no STF, em 2012. Manuela D'Ávila (PC do B) atinge no máximo 2% e Guilherme Boulos (PSOL) chega a 1%. O ex-ministro Henrique Meirelles, que entrou no MDB e também tem aspirações presidenciais, não passa de 1%.

Paulino e Janoni informam que essa tendência se repete nas intenções de voto estimuladas, com a apresentação dos candidatos.

No segundo turno Marina bateria Bolsonaro por 44% a 31%.


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