Síria: Rússia acusa EUA, Reino Unido e França de "hooliganismo diplomático"

"Não podemos excluir nenhuma possibilidade, infelizmente, porque vimos mensagens saindo de Washington que são muito belicosas", afirmou o embaixador aos jornalistas na sede da ONU.

"Eles sabem que estamos lá, gostaria que houvesse diálogo através dos canais apropriados para evitar desenvolvimentos perigosos", disse Nebenzia.

Sem meias palavras: "O risco de uma escalada das tensões é mais complexo do que apenas a Síria, porque os nossos militares estão lá".

Nebenzia agradeceu a Suécia por seus esforços, mas acrescentou: "Francamente, nas circunstâncias em que nos encontramos agora, essa não é uma prioridade imediata".


Os EUA acusam o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, aliado de Kremlin, de ser responsável pelo ataque.

Questionado sobre se existe a possibilidade de um confronto entre os EUA e a Rússia, caso Washington intervenha na Síria em resposta ao presumível ataque químico deste fim de semana, o responsável disse que não se podem excluir quaisquer possibilidades. O pretexto para realização do ataque de mísseis contra a Síria foi o incidente em 7 de abril, na cidade síria de Douma, onde alegadamente teriam sido usadas armas químicas. A hipótese de um ataque na Síria tem de ser ponderada à luz da ameaça de uma guerra generalizada, envolvendo os EUA, a Rússia e o Irão. Poderia ser muito em breve ou não! "Se foquem em fazer nosso país forte e grande de novo!", escreveu ele no Twitter em 9 de setembro de 2013.

Em uma tentativa de evitar uma escalada nas tensões, a Suécia propôs na quinta-feira uma resolução do Conselho de Segurança, vista pela Reuters, que pedirá a Guterres para enviar uma equipe de desarmamento de alto nível para a Síria a fim de tratar "todas as questões pendentes sobre o uso de armas químicas".

Haley disse ainda que o fato de que Assad usava armas químicas como algo "mais normal e que a Rússia encobre isso, tudo isso precisa parar".


Popular

CONNECT