Ataque de grandes potências à Síria: tudo o que você precisa saber

O Governo português disse hoje compreender as razões que levaram ao ataque desta madrugada à Síria, realizada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França, defendendo, no entanto, ser necessário evitar uma escalada do conflito.

"A melhor explicação deste bombardeio é a reação desesperada dos EUA" que tentam "apoiar os grupos terroristas derrotados", violando o direito internacional e o raciocínio, afirmou.

Por fim, os hierarcas saúdam "a coragem, heroísmo e sacrifícios" do exército sírio, "que corajosamente protege a Síria e fornece segurança ao seu povo", agradecendo ainda a postura dos países aliados da Síria nesta guerra civil que já dura há mais de sete anos.

No entanto, o especialista político está seguro que eles "subestimaram" o apoio prestado a Damasco pelo Irão e pela Rússia, sendo que os EUA e seus aliados europeus não conseguiram atingir todos os alvos que planejavam afetar.

"Os filmes americanos nos dizem que o armamento russo é antiquado, mas agora vimos quem realmente está atrasado", afirmou o presidente sírio, segundo Sablin. "Nenhuma das nossas aeronaves ou mísseis envolvidos nesta operação foram atacados com sucesso pelas defesas aéreas sírias".

"Um ataque perfeitamente executado na noite passada".


Os bombardeios afetaram significativamente o potencial do presidente sírio Bashar al-Assad de produzir armas químicas, disseram autoridades a jornalistas.

O Japão se posicionou a favor do seu aliado, os EUA, com o primeiro-ministro japonês afirmando que "o uso de armas químicas é uma atitude extremamente desumana, que nós como nação não toleramos". Assad continuou, porém, com suas forças militares convencionais intactas.

Otan: apoio aos ataques: o Secretário Geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg disse que as ações "reduziram a habilidade do regime de Bahar al-Assad de atacar as pessoas da Síria com armas químicas".

Rússia demonstra abertura para dialogar com EUAUm membro do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia concede que os Estados Unidos queiram manter um diálogo acerca da estabilidade depois do ataque à Síria.

Durante os protestos do domingo, especialmente em Bagdá, Nayaf (sul) e Basora (sul), também houve gritos de ordem contra o Reino Unido e a França.


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