Ex-oficial: ataque não afetou o programa sírio de armas químicas

O chanceler britânico, Boris Johnson, comentou os últimos lançamentos de mísseis contra a Síria que foram efetuados pelos Estados Unidos, França e Reino Unido em resposta ao alegado uso de armas químicas por Damasco. "Todos os indícios à disposição mostram a responsabilidade do regime de Assad" pelo "abominável" ataque químico do sábado passado (7/4), no bairro de Duma, em Damasco, que foi usado como justificativa do bombardeio. Douma foi o local do ataque de armas químicas em 7 de abril e também a última cidade controlada pelos rebeldes na região de Ghouta oriental, que já foi um grande bastião rebelde perto da capital. Assad continuou, porém, com suas forças militares convencionais intactas. Ele desertou do programa químico sírio em 2012.

"Esta foi uma ação limitada e direcionada a atingir a capacidade de construir ou de difundir armas químicas".

Falando ao Fox News Sunday, Haley listou três metas para os Estados Unidos: garantir que as armas químicas não sejam usadas de qualquer maneira que represente um risco aos interesses dos EUA, que o Estado Islâmico seja derrotado e que haja um bom ponto para se observar o que o Irã está fazendo.

Em Portugal, o Presidente da República referiu-se aos ataques feitos por "três amigos e aliados" e limitados "a estruturas de produção e distribuição de armas estritamente proibidas pelo direito internacional e cujo uso é intolerável e condenável", citando a posição assumida pelo Governo português, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que disse compreender as razões que levaram à intervenção militar desta madrugada na Síria, defendendo, no entanto, ser necessário evitar uma escalada do conflito. Autoridades russas disseram que o dano foi mínimo, afirmando que todas as principais bases aéreas estão intactas e que as supostas instalações de armas químicas haviam sido abandonadas há muito tempo.

Peritos da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) tinham previsto iniciar hoje uma investigação sobre o alegado ataque com armas químicas. Atualmente, a Holanda é um membro não permanente do Conselho.


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