"Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio", diz Aécio sobre acusações

O posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) consta em um memorial enviado aos ministros da Corte nesta segunda-feira.

Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política.

Aécio é investigado pela suposta prática de crimes como corrupção ativa e passiva e obstrução à Justiça.

No documento, a procuradora-geral rebate os argumentos apresentados pelos advogados dos denunciados com o propósito de impedir a continuidade do processo. "As imputações de crimes feitas a cada acusado baseiam-se em prova robusta, tais como áudios de gravação ambiental admitida por lei e pela jurisprudência do STF; e em e áudios e vídeos coligidos em ações controladas autorizadas pelo STF", escreve Raquel.

Entre as alegações apresentadas pela defesa está a sustentação de que o acordo de colaboração premiada firmado entre a PGR e os principais executivos da J&F seria inválido por falta de voluntariedade dos colaboradores.


Considerando que se trata de direito constitucionalmente previsto, é imprescindível que o acesso seja deferido antes da votação do recebimento da denúncia, uma vez que esses elementos podem comprovar a ilegalidade de provas e das armadilhas arquitetadas contra o senador com a participação de membros do MPF. "Percebe-se claramente que a defesa usa argumentos inconsistentes para introduzir conclusão equivocada, que lhe beneficia", resume.

Raquel ainda afirma, com base nas interceptações telefônicas, que as articulações feitas pelo senador "mostram que sua conduta incluiu todas as formas que estavam ao seu alcance para livrar a si mesmo e a seus colegas das investigações, desbordando de seu legítimo exercício da atividade parlamentar".

Aécio relata também um telefonema que sua irmã, Andreia Neves, teria feito ao empresário, com o objetivo da venda do imóvel, o que seria para ele uma comprovação da sua inocência.

Aécio Neves abriu o artigo publicado na Folha de S.Paulo, dizendo que foi ingênuo e se penitenciou pelos erros cometidos, afirmando que não cometeu ilegalidades: "Fui ingênuo, cometi erros e me penitencio por eles, mas não cometi nenhuma ilegalidade".


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